quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

SOBRE Famílias Empresárias e a capacidade de diálogo

Enquanto muitas vezes a geração dos fundadores tende a ser econômica, discreta e se entende rapidamente através do olhar, os familiares de uma segunda ou terceira geração possuem outra dinâmica e necessitam várias conversas para nivelar o que entendem como as dificuldades, prós e contras em, por exemplo, manter uma postura low profile...

Buscar constantemente construir soluções por consenso, muita conversa para clarear assuntos difíceis e nebulosos, esta é a única receita que tenho encontrado para solidificar relações entre parentes que também são sócios e/ou executivos em negócios familiares.

Infelizmente, já trabalhei com algumas famílias empresárias que nos procuraram somente depois que já haviam entrado em situações muito difíceis por buscarem soluções rápidas através de votações. Votações e instrumentos “empacotados” que prometem ser a solução para todos os males familiares – e que servem para toda e qualquer família - fazem parte do arsenal de ilusões em que uma família empresária pode cair.

As melhores soluções e os melhores instrumentos elaborados por famílias que possuem negócios passam por muita conversa sobre temas bastante difíceis. No processo de elaboração destas soluções e destes instrumentos, algumas reuniões são pesadas, mas nelas os familiares estão “limpando feridas” para conseguir cicatrizar os ferimentos e seguir em frente.



Aos poucos, a paciência necessária para a construção do consenso entre os familiares passa a ser um diálogo produtivo, no qual constantemente aparecem relações de confiança mútua. Confiança e capacidade de dialogar – e até de brigar, mantendo o respeito – tem sido as bases que encontro nas famílias empresárias que conseguem perpetuar seus negócios e continuarem unidas.

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