terça-feira, 17 de janeiro de 2017

SOBRE Vínculos Afetivos nas Famílias Empresárias

Nas empresas familiares, desde o início, a construção empresarial se dá por pessoas também unidas por laços de sangue ou por casamento. Esta característica torna o contexto destas empresas, ao mesmo tempo, mais complexo e mais rico, pois um intenso vínculo afetivo está e estará sempre presente.

Para lembrar: no mundo empresarial, é possível demitir um funcionário; no mundo das relações familiares, não é possível “demitir” um familiar, pois não existe ex-pai, ex-mãe, ex-irmão ou ex-primo.

Portanto, muito do trabalho possível de ser desenvolvido junto a empresas familiares e famílias empresárias consiste, por um lado, em buscar modelos que permitam relações menos familiares dentro da empresa e relações menos empresariais na família.

No trabalho com familias empresárias, busca-se ainda aproximar e envolver os familiares com os negócios da família, não necessariamente em posições de trabalho, mas uma aproximação afetiva. Isso porque se acredita que a família empresária possui a "receita" que possibilitou a sobrevivência e o crescimento da empresa.

O vínculo afetivo positivo de um familiar com a empresa familiar pode salvar um negócio, mesmo que ele nao trabalhe diretamente no dia-a-dia da empresa.  Já o vínculo negativo de um familiar em relação ao negócio, pode destruí-lo.


Desenvolvendo a empresa familiar e a família empresária/ org. por Cláudia Tondo. – Porto Alegre: Sulina, 2ª ed., 2014.

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