terça-feira, 27 de dezembro de 2016

SOBRE Época de Natal e Família

Um dos conceitos que mais se divulga na atualidade associado à saúde mental é que uma das maiores doenças de nossa época é a "falta de pais". Segue vídeo comovente sobre o assunto:
Link vídeo: Os melhores pais | Marcos Piangers

Que nossas Famílias possam ter mais pais! Homens presentes  na vida familiar. Esperamos que vocês estejam aproveitando estes dias de período natalino com suas Famílias.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

SOBRE “Sistema estruturado de governança fortalece ainda mais a cultura da organização”

Entrevista cedida para o IBGC:

Claudia Tondo, especialista em governança estrutura negócios familiares há mais de 20 anos.
Parte do comitê coordenador do Capítulo Rio Grande do Sul, braço regional do IBGC responsável pela disseminação da governança corporativa na região, Cláudia Tondo foi a entrevistada convidada da IBGC em Foco nº 81, que tem como temas especial a gestão e governança nas empresas familiares.

Consultora em Empresas Familiares e Famílias Empresárias desde 1993, Tondo faz parte do quadro de instrutores do IBGC que ministra o curso Governança Corporativa para empresas familiares em diversas regiões do Brasil.

IBGC em Foco: Em um momento em que escândalos corporativos abalam o mercado brasileiro, fala-se muito sobre a efetividade real da governança corporativa. Como a conjuntura atual, com exigências cada vez maiores em termos de regras e controles, têm impactado as empresas familiares?

Cláudia: O que observo junto às famílias empresárias com as quais trabalho é que elas estão sempre muito atentas a caminhos e métodos para conseguir continuar prosperando, melhorando, ou mesmo sobrevivendo em ambientes adversos. Neste sentido, a governança, tanto a corporativa quanto a governança familiar têm sido uma forma de ajudar a fortificar tanto as relações nos negócios quanto as familiares para suportar os desgastes de nosso contexto. Conselhos tendem a propiciar uma maior estabilidade às tomadas de decisão no negócio e na sociedade, o que é muito importante, especialmente em um cenário instável.

IBGC em Foco: Por que a adoção das boas práticas de governança corporativa são fundamentais para a perenidade das organizações de controle familiar? Quais seus benefícios?

Cláudia: A partir de uma segunda geração, as famílias e as empresas que adotam práticas de governança tendem a possuir uma maior estabilidade em relação a seu planejamento e sustentabilidade. Digo a partir de uma segunda geração porque, em geral, na primeira geração existiu um(a) fundador(a)-empreendedor(a) que deu um claro rumo para os negócios. Em boa parte dos casos, a partir de uma segunda geração, é necessário um grupo e estruturas decisórias para substituir o (a) fundador(a). Neste sentido, os conselhos e comitês tendem a garantir uma maior estabilidade aos rumos da empresa e uma maior profissionalização.

IBGC em Foco: Qual a influência da cultura organizacional para a efetividade da governança corporativa nas organizações de controle familiar?

Cláudia: Uma enorme influência. As práticas de governança necessitam possuir uma ampla coerência com a cultura de uma família empresária e de sua empresa. Antes de tudo, a família precisa, seja como sócia ou como gestora, sem abandonar seus princípios e valores, dar um amplo suporte para que um processo de estruturação de governança realmente aconteça. Uma governança estruturada tende a fortalecer ainda mais a cultura que foi (e é) a fonte para o sucesso de um negócio.

IBGC em Foco: É papel do conselho de administração disseminar a cultura da organização pela empresa? O órgão deve dar o exemplo?

Cláudia: Com certeza, o conselho de administração deve disseminar a cultura de uma empresa. Todos os órgãos de governança precisam incessantemente apoiar e embasar os aspectos saudáveis e produtivos da cultura de uma organização.

IBGC em Foco: É saudável para a empresa ter membros da família na composição de um conselho de administração? 

Cláudia: Se existirem membros da família preparados para este papel, sim. É saudável que, por meritocracia, membros da família ocupem lugares em Conselhos, pois tendem a ser os guardiões da cultura que construiu o sucesso da empresa.

IBGC em Foco: É possível a implementação de uma gestão de riscos corporativos em uma empresa familiar? Essa gestão de risco deve ser acompanhada pelo conselho ou pelo CEO?

Cláudia: Com certeza é possível a implantação de uma gestão de riscos corporativos em uma empresa familiar. Muitas destas empresas, através de sua cultura, seus valores e da sua “forma de ser” possui a gestão de risco de forma natural. Na medida em que a governança é implementada, esta gestão se torna mais explícita e clara.

IBGC em Foco:  O tema sucessão ainda é um tabu em muitas empresas familiares. Pela sua percepção, fundadores de empresas já entendem a importância de preparar sucessores?

Cláudia: Sim e não. Comecei a trabalhar diretamente com famílias empresárias em 1993. Naquela época, a maioria dos processos de sucessão ocorriam através do falecimento da liderança da empresa, uma sucessão planejada era uma exceção. Hoje, o assunto é muito mais falado e a lógica do planejamento está muito mais vigente. Contudo, muitas famílias empresárias ainda não colocam o tema da sucessão como uma prioridade e, no corre-corre do dia-a-dia, este assunto fica em segundo plano. O fato é que, se um negócio obter sucesso e perdurar no tempo, a sucessão irá ocorrer, quer a família esteja preparada ou não. Portanto, é melhor estar preparado.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

SOBRE Famílias Empresárias: educar para a continuidade

Com o passar do tempo, se o negócio familiar sobrevive e alcança a estabilidade e o sucesso em seu ramo de atuação, os familiares começam a ter que se preocupar em explicar esse “jeito de ser” da família que propiciou a continuidade e o crescimento dos negócios. Assim, os familiares descobrem que o “jeito de ser” da família é constituído de alguns valores que geram uma cultura, uma forma de fazer – ou não fazer – as coisas.
Com isso, compreende-se que os valores e a cultura de uma família empresária representam boa parte daquilo que faz a empresa dar certo.
Assim, se na geração dos fundadores a família é econômica e discreta, é possível que os membros da segunda ou terceira gerações estejam descobrindo e discutindo os prós e contras de manter uma postura low profile. Os termos utilizados para descrever o “jeito de ser”, mas é importante que a essência daquilo que gerou e gera o sucesso continue a existir. Para ter clara sua essência, cada família deve encontrar formas de se reunir e de provocar discussões para clarear suas características.

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

SOBRE A sucessão com sucesso em uma Empresa Familiar

Compreender que a sucessão pode ser planejada tende a ajudar no sucesso desta transição. Antes de mais nada, é importante compreender que a sucessão não é uma transição rápida e isolada. Sucessão é um processo que envolve no mínimo, duas gerações e muitas mudanças tanto nas relações empresariais, quanto familiares.

Sucessão é um processo natural que ocorre em todas as organizações que se perpetuam, ou seja, empresas que têm sucesso em seus mercados/produtos passarão por sucessão. 

Se pensarmos que pessoas possuem um ciclo de vida: nascem, crescem e morrem e que empresas são compostas por pessoas, as empresas - familiares ou não-familiares - passarão, necessariamente, por substituições. Assim, empresas também possuem um ciclo de vida e a sucessão é o processo e período que envolve o afastamento das antigas dos(as) antigos(as) líderes abrindo espaço para a chegada e estabilização de novas lideranças.

Com isso, para as Famílias Empresárias e as Famílias Empresárias, abordar o tema sucessão é prioritário.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

SOBRE A relação de Famílias Empresárias e o desenvolvimento da Arte e Arquitetura

Ao longo da história, foram vários os artistas que se tornaram famosos e conseguiram desenvolver seu potencial pelo apoio de Famílias Empresárias, reis e rainhas.


Antoni Gaudí, arquiteto catalão, também seguiu esse caminho. Na Catalunya, foi incentivado e apoiado por importantes famílias para a construção de suas obras, a maior parte delas está na cidade de Barcelona.
O conde Eusebi Güell, dedicou-se aos negócios assim como seu pai Joan Güell, criando novas empresas e indústrias. Associou-se e iniciou uma fábrica de tecido que se tornou a base da Colónia Güell. Já naquela época, também exercia o papel de conselheiro das empresas da família da sua esposa.
Tornou-se um íntimo apoiador de Gaudí. Güell encomendou ao arquiteto modernista muitas das suas obras mundialmente conhecidas, como o Parque Güell e também, o Palácio Güell, as Adegas Güell, os Pavilhoões Güell e a Cripta da Colônia Güell.

 

Para saber um pouco mais sobre a história desses lugares, acesse:
http://www.parkguell.cat/
https://www.facebook.com/casabatllo/


Outra renomada e importante família no ramo têxtil pediu a Gaudí que criasse o projeto de sua casa. A família Batlló, Josep Batlló foi um importante homem de negócios e possuía várias fábricas em Barcelona.
Foi para a família Batlló que Gaudí construiu a famosa casa Batlló, com arquitetura modesnista que tornou-se um dos pontos turísticos mais visitados de Barcelona.

Para saber um pouco mais sobre a história desses lugares, acesse:
https://www.casabatllo.es/en/
https://www.facebook.com/ParkGuellOficial/

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

SOBRE Forças e fraquezas em empresas familiares

Pensando na realidade do início de uma empresa, da geração dos fundadores, colocamos a seguinte pergunta:

“O que mais diferencia uma empresa familiar de outras organizações?

As forças e as fraquezas típicas destas organizações.
Empresas familiares são organizações singulares, apresentando características que lhes são próprias. Entre as forças típicas destas organizações, encontramos, em suas histórias, indivíduos que dedicaram e dedicam ‘a alma’ a estas organizações, extrapolando, em muito, o comprometimento e a dedicação ‘normais’ a um funcionário com um desempenho médio e um número fixo de horas semanais/mensais. Em empresas familiares de sucesso, encontramos com frequência pessoas para as quais a vida profissional toma uma dimensão muito grande, quase que total. Para muitos membros de famílias empresárias e os principais executivos destas organizações, o trabalho passa a ser percebido e vivenciado como ‘o lazer’, o local onde se divertem, encontram amigos e/ou as pessoas nas quais confiam e gostam de conviver.”

Desenvolvendo a empresa familiar e a família empresária/ org. por Cláudia Tondo. – Porto Alegre: Sulina, 2ª ed., 2014.